Caças portugueses chegam a Ämari, Estônia, para a missão de Policiamento Aéreo Reforçado da OTAN

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Ramstein, Alemanha – Quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa chegaram à Base Aérea de Ämari, na Estônia, para assumirem a missão de Policiamento Aéreo Reforçado (enhanced Air Policing – eAP) da OTAN pelos próximos quatro meses.

Portugal sucede à Força Aérea Real dos Países Baixos (RNLAF), que havia destacado caças F-35 para essa missão. O destacamento português conta com cerca de 90 militares e quatro aeronaves F-16M. Esta é a primeira vez que Portugal se desloca à Estônia para esta missão, após já ter participado em várias rotações de policiamento aéreo na Lituânia.

Numa cerimônia realizada em 17 de março, na Base Aérea nº 5, em Monte Real, os militares destacados para a missão receberam as cores nacionais das mãos do Comandante Aéreo, Tenente-General Sérgio Pereira. Durante o evento, o comandante expressou confiança nas tropas destacadas, afirmando: “Quando estamos presentes, fazemos isso de forma distinta, profissional e credível, como só quem carrega a bandeira nacional sabe fazer.”

As forças portuguesas ficarão responsáveis por assegurar o espaço aéreo da região do Báltico, sucedendo aos F-35 da Força Aérea Holandesa. A presença holandesa em Ämari foi significativa por marcar a primeira operação de aeronaves da OTAN na base após uma ampla renovação da pista.

Durante a sua missão, os militares holandeses cooperaram estreitamente com os colegas estônios, incluindo a participação de técnicos da força aérea da Estónia em operações de manutenção das aeronaves F-35, no âmbito do conceito de Emprego Ágil de Combate (ACE). Os caças também participaram numa missão multidomínio F2T2 (Localizar, Fixar, Rastrear e Identificar), demonstrando as capacidades avançadas dos caças de quinta geração.

A transição suave da missão e a continuidade das operações de segurança na região do Báltico reafirmam o compromisso da Aliança com a proteção do espaço aéreo da OTAN e reforçam sua postura de dissuasão e defesa na frente leste.

Com o fim da missão da RNLAF, os militares holandeses se preparam agora para o exercício Ramstein Flag 25 (RAFL25), principal exercício tático em larga escala do Comando Aéreo Aliado da OTAN, que ocorrerá de 31 de março a 11 de abril de 2025, a partir da Base Aérea de Leeuwarden, nos Países Baixos. O RAFL25 reunirá mais de 90 aeronaves de mais de 15 nações aliadas, aprimorando operações multidomínio, interoperabilidade e capacidade de resposta rápida.

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Renato

Coisa sem sentido. É aquele pobre que anda de ônibus, mas para se passar por rico para uma meia dúzia de conhecidos, parcela um iphone em 24x e se endivida até a tampa por dois anos..

Carlos

Piada sem piada nenhuma porque primeiro tens que bater com a mão no peito, talvez assim os programas sejam cumpridos e finalizados, até bateres com a mão no peito temos que esperar e ver o tempo passar.
O excedente orçamental de 2024 deu a Portugal uma folga adicional de 900 milhões de euros. 

Chris

Eles cumprem o “contrato” que assinam…

Nós é que não !

David

Não percebi a razão do comentário.
Portugal desde (quase) sempre teve recursos limitados.
Os F-16 ao menos sairam baratos, e bons.
Que eu saiba não tivemos que nos endividar massivamente para comprá-los.
Aliás, desde a Guerra Colonial que o país gasta bem pouco em defesa.
E quanto à missão, faz parte de ser membro da NATO. E apesar de não ser barato, fazer parte de qualquer clube requer pagar as quotas anuais… neste caso em serviço.
Individualmente é outra história. Há quem compre carros muitissimo mais caros do que o salário disponível.

Antunes 1980

Em 2024, Portugal destinou aproximadamente 1,55% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para despesas de defesa, posicionando-se entre os países da NATO com menor investimento proporcional nessa área.

Carlos

A Espanha está em pior estado, ainda assim Pedro Sanchez afirma que as despesas em defesa do clima também são despesas em defesa

David

Grão a grão, enche a galinha o papo….
O país agora tem de investir mais, e as finanças nem estão muitos más.
Mas há que investir com juízo…

George A.

Boa, irmãos da Guiana Brasileira!
(Piada sem graça, por conta do colega português que sempre parece estar nervoso (e eu nunca entendo pq) nos comentários daqui no site).

Miguel Carvalho

Guiana brasileira é o nome do cantinho da civilização que fala português no mundo.
Há que aproveitar, quando a OTAN paga a fatura.
Não se pode gastar o ouro todo, que veio da antiga província ultramarina.
Aproveitar para confraternizar com os russos e trocar experiências aeronáuticas.
Os americanos disseram que vinham tb, mas com o novo patrão preocupado com os chineses, não vieram, senão a farra era maior.

Carlos

Ouro? Qual ouro? Aquele que foi extraído da Serra Pelada e que sumiu deixando apenas um enorme buraco? Desse nada sei, mas sei onde foram gastos o quinto dos infernos, mas os quatro quintos também nada sei e isso foi um vício que dura até hoje.

Last edited 4 dias atrás by Carlos
Sulamericano

Acho que ele se referia as mais de 500 toneladas de ouro extraídas do Brasil durante o século XVIII.

Nesse caso, o ouro arrecadado com o quinto dos infernos foi gasto na construção do Palácio de Mafra outras obras monumentais. O restante foi esbanjado pelo extravagante rei D. João V que não pensava duas vezes em ostentar sua riqueza para impressionar o restante da Europa.

Carlos

Claro que sei que é sobre o ouro extraído e declarado no final do sec. XVII e no sec. XVIII. O ouro foi gasto na construção do Convento/Palácio de Mafra, Reforço da raia (fronteira com Espanha) com o termino das fortalezas de Valença do Minho, Fortaleza de Almeida, fortaleza de Juromenha, Praça Forte de Elvas e os Fortes de Nossa Senhora da Graça e de Santa Luzia e a maior de todas as obras, a reconstrução de Lisboa apos o terramoto de 1755. Muitos falam na industria têxtil mas se esquecem que havia uma forte exportação de vinhos para o… Read more »

Miguel Carvalho

🤣 . Ainda sobrou muito.

rui mendes

Do Brasil, que gostem ou não, fazia parte do império Português.

Sulamericano

Caro Rui,
Meu comentário foi apenas uma constatação dos fatos. Eu não faço parte do grupo que prega o “devolve o nosso ouro”. Não acredito nessas reparações históricas.

rui mendes

Não foi só dessa província ultramarina, foi desde Timor, a Goa, Angola, S.Tomé e Príncipe. Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e até Macau.
Ainda era grandinho o império.
Mas por outro lado, nesse tempo, a população do Império, vivia em pobreza, hoje em dia, sem Império , mas com UE, é a população dos países de língua Portuguesa, a mais rica, com um pib per capita, muito superior ao do segundo país mais rico, entre os que falam Português, e sem províncias ultra-marinas.

JuggerBR

Aquela missão pró forma, nunca tiveram problemas de invasão, mas vai que um dia o Putin acorda virado no Jiraya e resolve invadir…

rui mendes

Umas aulas de história, iam a calhar.