Marinha dos EUA cancela pré-solicitação de mais 36 Super Hornets e Growlers
Solicitação prévia, feita em 17 de outubro, referia-se a aquisições que seriam feitas no ano fiscal de 2015, para as quais agora ‘não há requerimentos’
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Segundo matéria publicada pelo site Flightglobal nesta quinta-feira, 31 de outubro, a Marinha dos EUA (USN) voltou atrás em sua intenção de adquirir mais caças Boeing F/A-18E/F no ano fiscal de 2015, cancelando uma pré-solicitação feita em 17 de outubro para uma encomenda de 36 jatos.
A USN divulgou uma nota de cancelamento nesta quinta no site de aquisições federais FedBizOpps.gov, freando a informação anterior, que referia-se tanto a caças Boeing F/A-18E/F Super Hornet quanto aos jatos de guerra eletrônica E/A-18G Growler. Também foi cancelada a pré-solicitação, feita no mesmo dia 17, para até 84 motores General Electric F414 engines, que equipam ambas as aeronaves. Em declaração ao site Flightglobal, a Marinha dos EUA informou que “a pré-solicitação foi removida do FebBizOpps porque, no momento, não há requerimentos para o ano fiscal de 2015 ou subsequentes para aquisições adicionais de F/A-18E/Fs ou E/A-18Gs.”
Alguns analistas viram as solicitações como uma tentativa da USN garantir que terá a opção de adquirir mais caças da Boeing, em meio às incertezas dobre a prontidão dos caças F-35C (variante embarcada em porta-aviões dotados de catapulta e aparelho de parada) da Lockheed Martin. A Marinha dos EUA não quis comentar sobre a pré-solicitação original. Porém, no início do mês, o vice-almirante Allen Myers declarou, durante encontro com senadores no Comitê das Forças Armadas, que os cortes no orçamento do ano fiscal de 2014 ameaçavam a capacidade da USN garantir que os F-35C atingissem “capacidade de operação inicial” por volta de 2018.
FONTE: Flightglobal (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)
FOTOS: USN
COLABOROU: Max
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Ou seja, a menos que caia uma encomenda do céu direto no colo da Boeing, a partir de 2015 a linha de produção do vespão estará fechada.
Como a “presidenta incompetenta” só vai ter cabeça para as eleições até o final do mandato, a indefinição sobre o FX-2 entrará em 2015.
Daí, como ainda haverá as discussões contratuais, compensações comerciais, etc., pode demorar ainda dois anos para assinar o contrato.
Lá por 2017 a Boeing estará disposta a reativar esta linha de montagem? E a que preço?
Caro Observador
Duvido que a Boeing queira abrir a linha de montagem do Super Hornet para APENAS sete aviões. Lembremos que é intenção do Brasil fabricar os outros 29 aviões aqui, na Embraer.
O tempo corria a favor da Boeing até este ano. Daqui para frente, em termos de F-X2, quanto mais demorar a decisão, melhor para os outros dois concorrentes, cuja linha de montagem vai entrar pela década de 2020.
Poggio
O objetivo é esse.
Poderiam vender todo o ferramental para a Embraer. 🙂
[]’s
Nick,
Pode ser uma ideia interessante, Nick. Talvez até inserissem no pacote o material necessário para a gente produzir o Boeing 767. Poderíamos fazer os nossos três REVO/transporte e, quem sabe, exportar mais uns dois deles.
Brincadeira! 🙂
Abraço,
Justin
Caro Justin,
Por que não? 🙂
Isso quase foi feito com o M-2000 no FX-1. O F-18E não é a última maravilha do mundo, mas tem suas qualidades. E na versão Silent, seria mais do que suficiente para o Brasil. E se produzirmos algo em torno de 72 caças, seria muito mais que os 53 AMX feitos parcialmente pelo Brasil. No caso dos F-18E, poderia ser 100% da estrutura do caça! 🙂
[]’s
Esse cancelamento pode ser um sinal de que o F-35 está indo bem. Observem as duas últimas notícias desta semana sobre o Lightning II.
Esse cancelamento pode ser um sinal de que o F-35 está indo bem.
Ou um sinal de que o lobby pró F-35 esta´indo muito bem. Imaginem a pressão que não ocorreu para cima da USN depois que essa notícia foi publicada.
Sobre os ensaios, tudo dentro do script e com atraso.
Acabaram de jogar agua no churrasco dos que esperavamos que talvez podesse ser que misteriosamente esses F-18 estariam encaminhados ao Brasil…
Nick
Poderiam “vender” todo o ferramental para a Embraer.
Assim estaria mais correto.
Depois investir em propaganda: “Embraer compra direitos sobre F-18 americano”.
Cheque Mate!
Nick, sem a “bênção” da Madam a Embraer jamais compraria o ferramental dos SH, além do que o principal cliente não irá mais comprar. Acho que nem 36 unidades compensariam uma linha de produção completa por aqui. Teríamos de importar muitos americanos para darmos conta das primeiras unidades e só um pedido inicial dos 120 caças que a FAB realmente precisa compensaria. Sempre fui a favor dos SH, mas neste cenário da USN “pulando fora”, o Gripen seria um investimento mais correto, tanto por parte do Governo da Madam, quanto por parte da Embraer enquanto empresa. O Gripen sim valeria… Read more »
Das duas , uma: 1- O Tio Sam resolveu sair de vez do malfadado FX-2, pois perderam a paciência e acordaram para o fato que a dona Dilma não quer comprar esses caças ( Rafale, Gripen ou Super Hornet), inventando as mais variadas desculpas e assim abrir uma nova concorrência para servir de desculpa para comprar caças russos – imitando a Venezuela para depois deixar a FAB com caças no chão, como está acontecendo lá; 2 – O Tio Sam resolveu dar um “ultimato” para a dona Dilma resolver isso logo, pois se nã resolver terá que escolher outros caças… Read more »
Guilherme Poggio31 de outubro de 2013 at 17:59 # Não lembrava do detalhe da produção local. Então, a coisa é ainda pior do que falei. Como disse o Marcos acima, talvez a idéia seja bem esta mesmo. tirando a Boeing (na verdade os EUA) do páreo.. Bom, resta torcer pelo Gripen, um avião para forças aéreas como a nossa: sem dinheiro, sem conflitos armados com outro país no horizonte e pertencente a um país sem nenhum peso militar no Mundo. Como a França queimou o filme com os petistas e hoje está muito mais interessada no contrato com a Índia,… Read more »